sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

T6/E16;17 - THE END (O Fim - episódio duplo). Parte 6 de 7.

CURIOSIDADE 1467, MISTÉRIO 103 e LEGENDA VS. DUBLAGEM 305 – A RESPOSTA DEFINITIVA SOBRE O FIM DE LOST

MINHA CONCLUSÃO

             Não precisa dizer que a série para mim foi mais do que perfeita, foi um clássico imbatível. No fim, algumas coisas surpreenderam-me e eu gostei. Por ordem de importância e em ordem decrescente:

1)      Essa série não teve pena dos personagens nem da reclamação dos fãs, matou muitos personagens queridos, especialmente o principal: Jack.

2)      A evolução dos personagens foi excelente, mas de todos, para mim a redenção de Benjamin Linus foi a melhor. E acima de tudo, ele era o personagem que eu mais gostava. Terminar tudo bem para ele foi o melhor de tudo. Por sinal, os personagens que mais gostei foram exatamente aqueles que surgiram temporadas depois. 1º) Desmond Hume para mim foi O CARA! Apesar de Jack ter salvado a todos, mas na verdade foi Desmond quem salvou, pois somente ele poderia “desligar” a Ilha. Também somente ele poderia resolver o caso da Ilha com o mundo paralelo. Como bem disse Jack, Desmond não era uma isca, mas uma arma. 2º) O segundo personagem que mais gostei foi obviamente Benjamin Linus. E de todos os personagens, eu me identifico mais com ele pelo fator de saber mexer com o psicológico dos outros, bem como também ver coisas além do alcance nos outros que nem os próprios perceberiam. 3º) Juliet Burke. Nem precisa dizer o como a morte dela que eu já pressentia que viria, me chocou. 4º) Penélope Widmore. Só podia… o par perfeito para o meu personagem predileto: Desmond.

3)      A quantidade de pessoas que saíram da Ilha foi exatamente 6, um dos números… da série? Não. Isso fui eu quem percebeu. A quantidade de números era SEIS, e como sempre eu costumava frisar na categoria NÚMEROS, essa enumeração também foi muito utilizada no decorrer da série. E vejam só! Tivemos uma repetição dos “6 da Ajira”, da mesma forma de “os 6 da Oceanic”! O bote viajou por 6 horas na 4ª temporada e levava seis pessoas. No interrogatório dos 6 da Oceanic, alguém pergunta sobre o 6º mês de gravidez de Kate, segundo as contas da queda do avião e do resgate. Emily, mãe de Locke, sofreu o acidente no 6º mês de gravidez. Enfim, são muitos “seis”. Na verdade, o que quero frisar não é isso, mas sim, sobre as pessoas que conseguiram sair da Ilha. Quem esperava que desses seis houvesse metade que não era exatamente do elenco principal? Nós tivemos três exatamente dos quatro principais: Kate, Hugo e James. Só um detalhe, Hugo não estava nesse meio, mas eu coloquei como um dos únicos sobreviventes a ficar até o fim e não morrer. Na verdade, no lugar dele no avião, foi Claire. Os outros três… quem esperava ver Miles, Frank e??? Richard Alpert! Está aí um personagem que merecia um fim tão bom quanto Ben Linus, já que ambos sofreram bastante nessa Ilha. Eu fiquei muito feliz em ver finalmente Richard se mandando daquela prisão para ter finalmente uma vida normal. Seria como se tivesse definitivamente uma aposentadoria merecida. Apesar de não o colocar entre os quatro personagens prediletos, mas ele era sim um dos que eu mais gostava. Ver esses inusitados personagens saindo da Ilha foi uma emoção tremenda para mim. E ainda digo mais… exatamente esses seis que a gente jamais imaginaria vê-los saindo dali. Isso sim foi mais do que surpreendente! Mas além desses seis, outros tiveram um excelente final, que foram…

4)      Hugo e Ben, já mencionados. Desmond, que seria mandado de volta para casa e para ficar com sua esposa, Penélope e seu filho Charlie, tendo também definitivamente uma vida sossegada. Rose e Bernard, morando definitivamente na Ilha e vivendo felizes para sempre com um cachorro de estimação como prêmio: Vincent. Apesar de terem sumido, fica subentendido que Cindy, Zack e Emma passaram a viver na Ilha sossegadamente. E para finalizar… Waaaaaalt!!! Quem diria que no final das contas, ele teria um final feliz também, mas isso… é outra história que deixarei para contar no próximo artigo.

Resumindo, apesar de alguns finais não terem agradado, o desfecho de LOST foi PERFEITO. E exatamente por termos alguns personagens muito queridos morrendo que torna essa série clássica, pois ela não é feita para agradar os fãs e fazer da história uma fantasia barata, mas sim, surpreendendo e mostrando que nem sempre as coisas vão se sair bem para todos. Portanto, para mim

LOST, A MELHOR SÉRIE DE TODOS OS TEMPOS!

 

As curiosidades a seguir são do site da série.

 

CURIOSIDADE 1468 – Matthew Fox diz que ele sabia desde o começo que a última tomada seria Jack morrendo e fechando seus olhos.

CURIOSIDADE 1469 – Exclusivamente nos Estados Unidos, a cena final do olho de Jack se fechando foi seguida de imagens do Oceanic 815 destruído na praia sem nenhum sinal de sobreviventes. Muitos fãs interpretaram como se todos os personagens estivessem mortos desde o começo, ou que o Ajira 316 teria caído após Jack avistá-lo antes de morrer. Os produtores, dias após o último episódio, afirmaram que a cena foi inclusa apenas para uma reflexão sobre o passado da série, e a ABC desculpou-se pela inserção, afirmando que pretendia usar estas imagens como “transição” do final da série ao programa jornalístico que foi exibido logo a seguir.

CURIOSIDADE 1470 – Na cena em que Jack abre o caixão vazio, nos é mostrado o vidro de uma janela com diversos símbolos religiosos: a estrela e o crescente do Islã; a Estrela de Davi (Judaísmo); o AUM (amplamente difundido como símbolo do Himduísmo, mas também presente no Budismo). A Cruz Cristã, e a Dharmacakra (Budismo) e o disco Yin/Yang (Taoísmo).

CURIOSIDADE 1471 – “Você” foi a última palavra dita na série. John Locke diz a Jack: “Estamos esperando por você”.

CURIOSIDADE 1472 – Deixando a Ilha pela primeira vez: JAMES e CLAIRE, mais de 3 anos depois do Voo 815, sendo os únicos a chegar no primeiro episódio e saírem do último.

CURIOSIDADE 1473 – Deixando a Ilha pela segunda vez: KATE, 14 dias depois do Ajira 316. Ela é o único membro do elenco original a deixar a Ilha, voltar e então sair novamente.  FRANK, 14 dias após pousar o Ajira 316. Notavelmente, ele pilotou sua chegada e saída ambas as vezes. MILES, 3 anos após chegar do Kahana (cargueiro).

CURIOSIDADE 1474 – Deixando a Ilha novamente e sem nenhuma ligação com Jacob: RICHARD, 140 anos depois após chegar na Ilha no Rocha Negra (e desta vez, sem qualquer possibilidade de retornar, finalmente. Liver).

CURIOSIDADE 1475 – Kate e Frank são os únicos do elenco original a deixar a Ilha, voltar e deixar de novo.

CURIOSIDADE 1426 – Enquanto Hugo está entrando com Sayid no motel onde Charlie está hospedado, um homem andando com seu cachorro atravessa a calçada na frente deles. O cachorro é Lulu e pertence a Jack Bender, tendo aparecido em 6 episódio da série. (Será que esse 6 foi proposital?).

CURIOSIDADE 1477 – Desmond, Penny e Juliet são os únicos personagens na cena da igreja que não estavam no Oceanic 815 na linha do tempo original. Todos os personagens que estavam na cena da igreja estão na série desde a primeira ou segunda temporada, exceto Juliet, que foi introduzida ao elenco no começo da terceira.

CURIOSIDADE 1478 – A observação de Boone em relação à dificuldade que teve de levar Shannon de volta a Sydney é uma espécie de piada sobre a dificuldade dos produtores em escalar Maggie Grace a retornar para a temporada final, sendo que eles, inclusive, já haviam reescrito LA X para retirar suas falas.

CURIOSIDADE 1479 – SOBREVIVENTES: Deixaram a ilha: Kate, James, Claire, Miles, Richard e Frank. Continuaram na Ilha: Hugo, Ben, Desmond (apesar de Ben ter sugerido que Hugo o deixasse sair da Ilha), Rose, Bernard e Vincent. Deixaram a Ilha anteriormente: Walt, Aaron e Eloise. Nunca na Ilha: Penny, Charlie Hume e Ji Yeon Kwon. Destino incerto: Cindy, Zach, Emma, os tailies que se juntaram aos Outros, Amelia, Harper, Adam, Vanessa, e o resto daqueles do Templo que juntaram-se a Locke e escaparam do ataque de bombas. (OBS.: Não sei se os caras deste site perceberam, mas até onde eu entendi, Harper morreu, como pode ser percebido quando ela aparece antes dos sussurros e em seguida desaparece do nada na 4ª temporada, no episódio A Outra Mulher, em um dos flashbacks de Juliet).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

T6/E16;17 - THE END (O Fim - episódio duplo). Parte 5 de 7.

             Aquela espécie de purgatório ocorre, pela lógica estando todos mortos, como se tivesse ocorrido décadas depois. Como assim? Se Christian deixou claro que alguns morrem antes e outros muito depois, esse “muito depois” é referente a anos, ou seja, todos se encontraram para uma última despedida somente depois que o último personagem morresse, ou seja, Aaron que era o mais novo. Levando pela lógica do tempo por morte natural e sem doenças, o último a morrer seria Aaron, e para que todos se encontrassem, era preciso que o último sobrevivente pela contagem no tempo morresse, que seria Aaron décadas depois, por isso que o pai de Jack diz que alguns morrem antes e outros bem depois. Levando pela cronologia de mortes, temos os primeiros mortos pela queda do Oceanic 815. Em seguida, Gary Troup. Depois foi a vez de Edward Mars, Joana, Boone, Shannon, Steve e por aí vai. O último na série a morrer foi Jack, entretanto, a história da série termina, mas seria como se ela continuasse, pois apesar de ficção, se considerássemos a história como real, teríamos 6 pessoas saindo da Ilha pelo Ajira 316, outras ficando na Ilha e outras fora: Walt e Penelope, por exemplo. Penelope não fazia parte do voo, mas fazia parte de toda a trama. Tanto é que no último encontro na igreja do mundo paralelo ela está lá. Pela ordem natural das coisas, todos morrerão, mas como temos Aaron como o mais novo, até que ele morra, pela suposição de uns prováveis 80 ou 90 anos depois (ou mais, por que não?), o suposto purgatório ou encontro de todos os personagens ocorrerá somente quando todos estiverem mortos, sendo assim, esta cena em que muitos entenderam que todos morreram, levando em conta essa minha explicação, realmente todos morreram, como já disse, cada um em seu tempo, e como bem disse Christian, uns antes e outros bem depois, muito depois. Uns 90 anos depois.

            Outra coisa que devemos levar em consideração é que este reencontro final tem o mesmo significado para um encontro final de todo elenco, e, toda série e novela costumam fazer um fim festivo no último capítulo ou episódio com o máximo de personagens possíveis, sendo assim, esse final deve ser levado em conta também que seria como um último adeus, por isso que sublinhei “última despedida” no parágrafo acima.

Seguindo a conversa entre pai e filho, Jack pergunta por que estão todas aquelas pessoas ‘aqui agora’. Christian responde que “não existe aqui agora”, em seguida complementa que “aquele é o lugar onde todos chegaram juntos para que pudessem se encontrar uns aos outros” (em um lugar que todos criaram juntos para que pudessem se encontrar, segundo a legenda). Portanto, voltamos ao fator de que, segundo a legenda, de certa forma não seria um purgatório, mas um lugar criado por eles pós morte, para assim, se reencontrarem. Bom… podemos até considerar que esse suposto purgatório nem seja mesmo um purgatório.

Outra prova que faz cair por terra que todos estivessem mortos é a fala seguinte de Christian ao dizer que “a parte mais importante da vida do filho foi o tempo que passou com essas pessoas (o tempo que dividiu com essas pessoas, segundo a legenda) é por que todos estão ali naquela igreja”, concluindo que “ninguém faz isso sozinho e que Jack precisava dessas pessoas tanto quanto elas precisavam dele”. Essa longa fala se complementa ao que ele falou sobre que alguns morrem antes e outros depois, que em toda a série, esses dois detalhes resumem todas essas seis temporadas que retiram qualquer sombra de dúvida de que eles estivessem mortos. O fato de Christian dizer que a parte mais importante da vida de Jack foi com essas pessoas, comprova que tudo na Ilha foi verdade, como ele também frisou, que tudo aquilo é real. De toda a vida sofrida que Jack teve na adolescência, profissão e na vida conjugal, os fatos na Ilha foram os mais importantes tanto para ele como para todas as outras pessoas que tiveram uma vida difícil e que encontraram uma razão para suas vidas no momento em que caíram na Ilha. Enfim, isso comprova que foi na Ilha que todos aprenderam a evoluir como seres humanos melhores. Não foi à toa que eles só tomaram conta do mundo real quando cada um compartilhou algo da vida deles que relembrou a Ilha, principalmente ao toque humano, ou seja, eles realmente vivenciaram momentos importantes que compartilharam na Ilha que os faziam lembrar da Ilha no momento do toque. Será que eles vivenciaram algo do passado ou outro mundo se todos tivessem morridos na queda do voo?

Já perto de encerrar a conversa entre pai e filho, Christian responde ao filho que era preciso todos se reencontrarem ali para esquecerem as fases difíceis que passaram em vida, e especialmente, a morte. Como ali todos estavam mortos, era preciso esquecer o que viveram para “seguir adiante”. Na legenda o verbo é “superarem”, em vez de “esquecerem”. Eu inclusive acho que “superar” é melhor utilizado do que “esquecer”.

Jack se recorda das palavras de Kate a respeito de que eles estavam partindo (indo embora, segundo a legenda), então, Christian corrige para “partindo não, seguindo adiante”. E mais uma vez tive preferência pela legenda, que sempre fala mais corretamente que o áudio. O pai corrige, segundo a legenda, que é “não é ir embora, mas sim, seguindo adiante”. Quando Jack pergunta para onde vão, o pai o chama para descobrirem juntos, sem dar resposta ao telespectador, mas Jack e seus amigos quem vão descobrir como.

            E assim se encerra essa maravilhosa série. Esse último diálogo comprova que tudo aquilo aconteceu mesmo e que os produtores não fizeram o público de trouxa, caso realmente eles tivessem morrido. Aquele mundo paralelo tinha a intenção de fazer 4 coisas: 1) mostrar o que aconteceria se eles não tivessem sofrido o acidente aéreo; 2) mostrar o que aconteceu após todos terem morrido, ou seja, demoraram-se anos para que todos se reencontrassem; 3) mostrar um purgatório que não era purgatório; e 4) encerrar a série da forma mais correta: todos juntos para se reunirem como em uma festa. Ah! E por falar nisso, o mundo paralelo serviu exatamente para isso, pois nos prendemos à Igreja, mas devemos nos lembrar que houve uma festa sim na casa dos Widmore, com a junção da Drive Shaft e os músicos clássicos com Daniel Faraday.

            Essa foi a grande série que foi do início ao fim impecável e com uma junção de vários gêneros embutidos: drama, romance, aventura, ação, policial, suspense, comédia, histórias de épocas, tons bíblicos, as histórias de cada um com um tom diferente com variedades de histórias de filmes. Temas de Psicologia, Administração, Sociologia, Filosofia, culturas, bíblicos, religiosos. Não foi à toa que criei um extenso Blog com vários tipos de assuntos para mostrar, pois LOST foi uma série digna de ser lembrada por gerações. Uma “série fora de sério”. Uma série que para sempre deixará saudades, mas que nunca cansamos de assistir, pois quando você pensa que viu de tudo e assiste ele uma segunda vez, descobre coisas que não tinha visto anteriormente. E não para por aí. Você pode ver uma terceira, quarta, quinta… n vezes, mas sempre verá algo que passou despercebido. Uma conversa nas entrelinhas que pode te levar a outras respostas. Essa é LOST, uma série que sempre tem um ás na manga mesmo quando já se encerrou. Nunca vou gostar de outra série tanto como foi com essa. Duvido assistir outra série como vejo essa n vezes. Essa é a prova.

            Obrigado por me fazer pensar mais ainda, LOST, a melhor série de todos os tempos.

 

MINHA CONCLUSÃO

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

T6/E16;17 - THE END (O Fim - episódio duplo). Parte 4 de 7.

CURIOSIDADE 1464 – A JORNADA DO BARCO ELIZABETH – Lá na 3ª temporada vemos a arma de Locke, ou Bem, ou James, ou Jack, não me lembro, andando de mãos em mãos. Curiosamente vemos a mesma coisa acontecer com o barco Elizabeth, mas em todas as temporadas, excluindo a 1ª. O nome do barco foi batizado por David, marido de Libby, que deu o barco a ela um mês antes de morrer. Libby deu o barco a Desmond que por causa dele foi parar na Ilha. Kevin Illman enganou Desmond e quase foge no barco. Desmond percebeu um rasgão na calça de Kevin e o seguiu, percebendo que a tal da infecção era mentira. Kevin estava consertando o barco muito avariado na tempestade que levou Desmond à Ilha. Antes de Kevin fugir, Desmond descobriu a mentira e enquanto o seguia foi descoberto. Eles brigaram e Kevin morreu. Por causa dessa fuga ele correu de volta à Ilha e o tempo do botão da escotilha já havia terminado, o que causou a queda da Oceanic 815. Quando o pessoal da Oceanic entra na escotilha e conhecem Desmond, este resolve ir embora no barco. Semanas depois retorna. Outras semanas depois Sayid, Jin e Sun usam o barco para seguir pelo mar o percurso de Jack, James, Kate, Hugo e Michael pelo ouro lado da Ilha. Os Outros tomam o barco deles no início da 3ª temporada e só reaparece na 6ª temporada. Jack, James, Kate, pegam o barco para irem para a outra ilha. Jack pula do barco e resolve voltar. Agora, no final da série, o irmão de Jacob planejava fugir da Ilha com o Elizabeth, mas Jack frustra seus planos e finalmente o mata, correção, Kate quem mata. James e Kate pulam ao mar para pegarem o barco e irem para a outra ilha e chegar a tempo de entrarem no Ajira e finalmente se mandarem da Ilha. Depois daí nada se sabe, pois a série está acabando. Ainda sim dá para deduzir que ela foi usada. Depois que Hugo se torna o novo Jacob, Ben diz que deve existir outra forma de sair da ilha e eles acharão a forma. Eles nem se lembravam deste barco. Há um extra após o fim da temporada que você só encontra no DVD e mostra Ben e Hugo fora da Ilha indo contatar e contratar Walt. Pode ser possível que tenham usado o barco.

LEGENDA VS. DUBLAGEM 303 – Continuando as últimas palavras do comentário anterior, no mundo paralelo Hugo fala que Benjamin foi um ótimo auxiliar e este responde que aquele foi um excelente chefe. Daí você se pergunta de onde surgiu essa coisa de líder e auxiliar. Na verdade isso está na legenda que é a fala real, pois no áudio Hugo diz que Linus foi um excelente número 2 e este responde que seu líder foi um excelente número 1. Na boa, mas ignorarem as excelentes palavras de “líder” e “auxiliar” foi de um erro horrível para os tradutores, pois falar “número 1 e 2” mais está parecendo conversa de criança. Foi uma terrível tolerância sobre liderança, mais precisamente, administração, que os tradutores fizeram. Lamentável.

LEGENDA VS. DUBLAGEM 304 – Quando Kate vai entrar na igreja diz que vai estar esperando por Jack. Isso está no áudio, porque ela fala na verdade (legenda) que “estamos esperando você”. Kate fala que o pessoal da igreja espera Jack, não ela. Insignificante, mas observável.

MISTÉRIO 102 e CURIOSIDADE 1465 Mesmo se tornando a possível personalidade de fumaça, Jack morreu? Como seria possível se o fato de ser uma personalidade de fumaça automaticamente o deixava “imortal”? Bom… conforme já expliquei pouco acima, Jack se tornou Jacob e se o Homem de Preto perdeu seu dom quando Desmond destampou a fonte, então, Jack não estava sendo exatamente Jacob. Após isso, ele já estava praticamente morrendo depois de ter sido esfaqueado, portanto, quando se tornou o homem de preto ele já estava quase morto, o que levou a morte consigo. Talvez também eu possa trazer outra explicação: como Jack se tornou Jacob e em seguida o Homem de Preto, então uma coisa pode ter anulado a outra, mas uma coisa é certa, o legado do Homem de Preto morreu, o de Jacob não.

CURIOSIDADE 1466 – Tenho uma curiosidade aqui que tenho quase certeza que nem o pessoal do site da série e me arrisco até em dizer também o pessoal da produção percebeu: Jacob é a versão brasileira para Jacó e Jacó também uma versão para o nome Jack, sendo assim, o substituto de Jacob foi também um Jacob, portanto, nada mudou. E na verdade só mudou quando Jacob, ou Jack, passou para outra pessoa com outro nome: Hugo.

CURIOSIDADE 1467, MISTÉRIO 103 e LEGENDA VS. DUBLAGEM 305 – A RESPOSTA DEFINITIVA SOBRE O FIM DE LOST – (Nada mais do que justo do que encerrar os comentários (desconsiderando os do site) com essas três categorias, que tem tudo a ver com a série) – A maioria das pessoas não entendeu o fim de Lost. Para muitas, todos eles morreram. Para alguns, todos morreram na queda da Oceanic 815 e que tudo aquilo era um purgatório. Para outros eles morreram no Ajira 316. Mas não foi NADA disso e TODA A série deu respostas sobre esse mistério e estava nas entrelinhas das falas dos personagens, era só prestar bem atenção. Mas a maior resposta aparece na conversa entre Jack e Christian na Igreja. Assim que Jack vê seu pau na Igreja pergunta “Como posso estar aqui agora?” e o outro responde “Como você está”, ou seja, se o pai morreu e está ali com ele também, logo, Jack morreu. Precisava explicar o óbvio? Não. Então por que expliquei isso? Vocês vão entender agora. ENTRETANTO, não foi bem isso o sentido da frase… aliás, nem sequer foi a tradução da fala original. Na legenda Christian responde a pergunta do filho com outra pergunta e não com uma resposta, como apresenta o áudio. A legenda diz: “Coma está aqui?”, ou seja, quando Jack pergunta “como está ali, agora” e o pai responde algo que seria como se fosse no sentido de “Me responda você… como você está aqui?”, então, faria consequentemente uma indireta do tipo “Me responda, você, Jack. O que você acha que está acontecendo para você estar aqui comigo. Como você acha que viemos os dois parar aqui e agora?”. Entenderam a diferença entre responder algo e responder com uma pergunta para que a própria pessoa diga a resposta?

            Enfim, explanadas tais diferenças, vamos dar prosseguimento à resposta sobre os mistérios de Lost. Mais uma prova de que a legenda é a correta. Como Christian respondeu perguntando, Jack ainda ficou na dúvida, ao mesmo tempo, entendeu o recado ao perguntar se ele próprio também morreu. Mesmo assim continua na dúvida, por isso pergunta se ele também morreu. Mas saindo definitivamente da questão de legenda e dublagem, temos a primeira resposta sobre a dúvida se todos morreram. Após perguntar se também morreu, Jack pergunta se Christian é real. Curiosamente este responde que “espera que sim” (tomara que sim, segundo a legenda) de uma forma insegurança, que é o mesmo pensamento dos telespectadores. Em seguida, responde “Eu sou real” (Eu sou de verdade, segundo a legenda), de uma forma afirmativa. Seria como se mostrasse que aquele mundo paralelo é real, mas para aquele mundo. Após isso complementa que Jack é real (você é de verdade, segundo a legenda).

            Mas de repente há uma transição nas afirmações. Christian Shephard falava do mundo paralelo e de repente passa a falar do mundo real ao dizer “Tudo o que aconteceu com você foi real”. A partir deste momento a fala do personagem é uma dica para que todos saibam que eles não morreram em queda de avião nenhum e que tudo o que ocorreu na Ilha foi de verdade. Daí, após isso, há outro momento de transição para a dica para os dois mundos. Christian complementa que “todas aquelas pessoas na igreja são reais” (todas também são de verdade, segundo a legenda), o que indica que as pessoas desse mundo paralelo são reais, dando importância a esse suposto purgatório em que todos se reencontram para o último adeus, depois de resolverem suas “questões pendentes” na terra. Ao mesmo tempo, indicando que todas aquelas pessoas são reais no sentido de que nada do que eles passaram na Ilha teria sido irreal e que eles pudessem estar mortos, pois realmente a história foi real.

            A prova definitiva nesta conversa se encontra a seguir quando Jack pergunta concluindo que “Então estão todos mortos?”, daí, seu pai responde que “Todos morrem um dia, filho. Alguns antes de você, outros depois de você (Outras muito tempo depois, segundo a legenda)”. Essa é a chave principal para acabar de vez com a hipótese de que todos morreram na queda do Oceanic 815. Se todos morrem um dia, alguns antes e outros depois, obviamente deduzimos que não morreram no acidente aéreo, pois assim faria com que todos morressem no mesmo segundo ou minutos. Mas a palavra-chave é quando ele frisa que ‘alguns antes e outros depois’, só que eu gostei mais ainda da legenda quando enfatiza o “muito tempo depois”. Essa fala faz com que esse mundo paralelo, que não devemos levar em consideração como algo importante, mas sim, conforme já comentei em outros artigos (não vou dizer qual, pois logo mais trarei um artigo com tudo sobre os mistérios da Ilha em um texto único), somente como uma forma de mostrar o que aconteceria com todas essas pessoas se o avião não tivesse caído (ou melhor, se a Ilha tivesse afundado). Entretanto, ao mesmo tempo mostra que poderíamos considerar aquele mundo paralelo como uma espécie de purgatório, ou seja, todos se encontraram após terem morrido. Mas… na queda do Voo? Não exatamente. Observem a explicação no parágrafo (e página) a seguir:

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

T6/E16;17 - THE END (O Fim - episódio duplo). Parte 3 de 7.

ISENTO DE ERROS 123 PEDRAS ISOPOR??? – Eu poderia isentar de erros aquele momento em que as pedras começam a rolar antes, durante e depois que a árvore cai em cima de Ben enquanto a Ilha passa a tremer violentamente, entretanto, vamos combinar uma coisa… que “pedras” mal feitas são essas que vêm caindo terreno abaixo! Não estou perguntando, estou mesmo exclamando. Pedras daquele tamanho não rolam parecendo papel, com tanta facilidade, como tais pedras demonstraram. Assim que vi a cena percebi logo a leveza desses pedregulhos. Aquilo me levou diretamente àquelas pedras que pareciam rolar como isopor em alguns episódios do Chapolin.

Obs.: O Atuação abaixo seria o 21, mas resolvi acrescentar mais uma brilhante atuação de Elizabetch Mitchell. Encontra-se lá no episodio D.O.C. da 3ª temporada. O 22 também de Mitchell em outro episódio centrado nela está na 4ª Temporada, A Outra Mulher. Na verdade, esta categoria deveria ultrapassar o Curiosidades, que é o que mais tem. Porém, só se encontra 23, que será o número abaixo, para evitar encher meu Blog, mas não tenham dúvidas que o Atuação merecia centenas de acréscimos. O elenco é perfeito. Os campeões em atuação são Michael Emerson, Elizabetch Mitchell e Yunjin Kim.

ATUAÇÃO 23 –Quando Jack pede a Hugo para se tornar o próximo Jacob, Ben fica só observando. A expressão facial que Michael Emerson faz é excelente. Seria como se Benjamin se sentisse inferior naquele momento, mas não por se considerar sem importância, e sim, porque só havia duas pessoas com Jack naquele momento, ele e Hugo, então. O médico pede para o amigo ser seu substituto. Tudo bem que o fato de serem amigos pesou mais para a escolha, ainda assim, Linus com certeza sabia que Hugo merecia mais do que ele, até porque, Ben Linus causou muito sofrimento às pessoas. Mas ali vemos outro fator positivo ocorrendo a ele: a humildade. Não só por reconhecer a escolha do Dr. Shephard devido à amizade e pelo fato de ele não ter sido uma boa pessoa, mas também, porque Benjamin Linus estava reconhecendo pela primeira vez sua pequenez tamanha às coisas que aconteciam ali. De todas as outras cenas em que ele evolui a cada episódio, esta foi sua redenção total. Tudo isso sendo percebido em somente uma rápida cena dele olhando a conversa entre Jack e Hugo. Um show de atuação de Michael Emerson (aliás, como ele tem feito em toda a série. Não foi à toa que se tornou meu personagem predileto em Lost, juntamente a Desmond). Emerson demonstrou pequenez, humildade e quem sabe até vergonha por estar com os dois “Jacobs” ali, apesar de ele ter se revoltado com o verdadeiro Jacob.

CURIOSIDADE 1457 – Jacob fez algo certo: pediu para que os candidatos escolhessem entre eles para ver quem seria ser seu substituto. Ele não queria fazer o que sua mãe postiça fez, o tornando o substituto forçado. Mas no caso de Jack, vemos o médico fazendo algo pior: pedindo para Hugo ser seu substituto, ou seja, não deu escolha. E pior ainda, o médico, todo certinho como era, enganou Hugo, pois “Hurley” disse que ficaria com o comando só por um tempo e que depois que Jack consertasse o que Desmond fez na fonte, devolveria o cargo de protetor da Ilha para o Dr. Shephard. Mas sabemos que Jack sabia que ia morrer, portanto, ele ludibriou o amigo. Será que isso não representaria que, assim como Jacob disse que se o escolhido forçado poderia terminar em desastre, não ocorreria o mesmo com Hugo? Um novo Lost? Enfim, uma coisa é certa, Jack enganou Hugo.

CURIOSIDADE 1458 – Essa curiosidade tem ligação com as duas acima. Na hora de Hugo se tornar o novo Jacob, Benjamin Linus observa cada passo. Percebemos o como ele fica atento e admirado vendo pela primeira vez em sua vida, já que ele seguia ordens de um Jacob que nunca viu. Provavelmente isso foi outro passo positivo para Benjamin perceber o como era pequeno e como estava aprendendo a humildade. Tudo a respeito de Jacob era sempre secreto o que trazia até desconfiança sobre sua existência, de repente, Linus está ali vendo como tudo ocorre. Provavelmente ele deve ter sentido pela primeira vez que não estava sendo ignorado, apesar de ao mesmo tempo estar sendo ignorado, entretanto, Jack e Hugo fazem algo sem esconder dele, o que Jacob fazia. Ambos estão demonstrando ser um excelente Jacob para a Ilha. Por mais que Benjamin Linus tenha se sentido excluído, ele estava naquele momento se sentindo parte do grupo e aquilo com certeza mexeu mais ainda positivamente em seu caráter. Uma pequena e despercebida cena para muitos, mas que eu achei o máximo. E para finalizar, se levarmos em conta a importância de Linus naquele momento, foi ele quem deu a garrafa para Jack e este transformar Hugo no próximo Jacob.

CURIOSIDADE 1459 – Kate acabou cumprindo com sua palavra e realmente conseguiu levar Claire da Ilha.

MISTÉRIO 101 e CURIOSIDADE 1460 Se Jack estava dentro da caverna e depois aparece em um riacho, isso implica dizer que ele se transformou no novo Homem de Preto? A cena é idêntica à quando o irmão de Jacob se tornou a Fumaça Preta. Se ele se transformou no novo Homem de Preto, então isso implica dizer que ele se tornou mal? Como Jack poderia ser Jacob e o Homem de Preto ao mesmo tempo? Não exatamente (Por sinal, o Dr. Shephard foi o único que se tornou os dois). Se você observar, talvez o médico tenha deixado de ser Jacob no momento em que “desligou” a energia da Ilha na fonte, da mesma forma que o Homem de Preto finalmente se tornou mortal. Ao mesmo tempo, o Dr. Shephard continuava sendo o novo Jacob… as duas coisas: era e não era. O que nos faz pensar que ele não tenha se tornado mal seria pelo seu caráter, mas também por outro detalhe: a série se encerra com ele morrendo, sendo assim, ele se torna Jacob e o Homem de preto, dois imortais, depois morre, ou seja, ele não encarna literalmente a maldade do Homem de Preto porque ele se tornou normal, além de ter passado seu cargo de protetor da Ilha para Hugo. Isso mostra que o fato de se tornar a Fumaça Preta não implica dizer que vá se tornar mal. Depende do caráter de cada um.

CURIOSIDADE 1461 – Mais um momento de evolução na vida de Benjamin Linus (aliás, esse episódio destaca bastante sua evolução). No mundo paralelo vemos que ele reconhece a John Locke o quão era egoísta e invejoso. Foi a primeira vez que Ben confessou que não era uma boa pessoa. Quando ele pede perdão a John Locke e este o perdoa, ele diz que aquilo era mais importante do que Locke imaginava. Enfim, é um episódio que traz a total redenção do antagonista mais querido das séries americanas, que o diga eu. O fato de o vermos reconhecendo sua pequenez e ajudando os outros foi comovente e nada mais justo do que ele terminar com um final triunfante. Merecia.

CURIOSIDADE 1462 – Aquele mundo paralelo representa como se fosse o purgatório, e no momento em que Ben diz que ainda vai ficar por ali por um tempo, subentende-se que tudo de ruim que ele fez a muitas pessoas era preciso de mais tempo para consertar seus erros e reconciliar com as várias pessoas em toda sua vida pelas quais ele atrapalhou.

CURIOSIDADE 1463 – Outra cena tocante sobre a evolução de Benjamin Linus. Hugo se torna o novo Jacob e diz que não sabe o que fazer, então, Ben responde que acha que Hugo tem que fazer o que faz de melhor, que é cuidar das pessoas. Vejam como Ben mudou totalmente. Estava querendo ajudar Hugo a ajudar as pessoas. Estava se colocando na função de auxiliar. E isso não foi com interesse de querer ser o braço direito de Hugo. Ele estava somente ajudando a pessoa a quem não o ignorou quando estava tomando a posse de protetor da Ilha pelas mãos de Jack. A prova disso é quando Hugo o chama para ser seu auxiliar. Benjamin demonstra total surpresa, já que ele foi ignorado por todo mundo, e pela primeira vez alguém não somente não o ignorava como o chama para ser seu auxiliar. Curioso é que Hugo reclama que não dá para sair da Ilha. Ben reclama por cima, dizendo que Jacob quem conduzia as coisas assim e que devia haver uma maneira melhor para fazer isso, ou seja, seria como se ele dissesse que aquelas regras eram de Jacob, Hugo não precisava fazer igual, mas tinha que fazer do jeito dele, que era ajudar as pessoas. Foi a partir dessa fala que “Hurley” o chamou para ajudá-lo. A demonstração da surpresa de Linus foi nesse pedido, quando ele pergunta: “Como disse?”, e quando Hugo repete o convite, ele responde que seria uma honra. Ele não manipulou com o fazia antes, simplesmente falou natural e por isso ficou surpreso. Resumindo isso e repetindo, alguém pela primeira vez o valorizou, conforme inclusive podemos ver em seu episódio “Dr. Linus”, quando mostra que ele só queria que alguém o valorizasse. Por tudo isso percebemos que Benjamin Linus atingiu sua evolução completa e agora só queria ajudar, portanto, não quis auxiliar “Hurley” por interesse, mas por humildade, coisa que acabara de aprender. E para finalizar o assunto e comprovar de vez sua evolução, no mundo paralelo Ben fala que Hugo foi um excelente líder e este responde que Benjamin foi um excelente auxiliar, portanto, Linus havia se tornado definitivamente uma excelente pessoa. Por isso que sou fã deste personagem e fiquei muito contente pelo final que deram a ele.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

T6/E16;17 - THE END (O Fim - episódio duplo). Parte 2 de 7.

CURIOSIDADE 1452 e ADMINISTRAÇÃO 170 Agora que Jack se tornou o novo Jacob e diz que vai matar “John Locke”, James pergunta como vai fazer isso e ele responde que ainda não sabe. Eu achei bem interessante essa fala do médico por dois motivos: ficaria muito estranho e fantasioso demais se Jack de repente ficasse ciente de tudo e quase se tornasse um "deus”. Observem que da mesma forma que ocorre com ele e logo mais com Hugo, nada acontece ao beber a misteriosa água. Ambos demonstram naturalidade, sem nenhuma surpresa ou espanto. Com as reações dos dois, e devemos nos lembrar também do próprio Jacob quando sua suposta mãe faz o mesmo com ele passando o cargo, podemos ver que nada mesmo aconteceu, entretanto, seria como se eles adquirissem uma coisa simples e ao mesmo tempo complicada: sabedoria. Inclusive mais adiante, quando Jack se depara com “John Locke” e este pergunta como o médico vai matá-lo, o Dr. Shephard responde que isso é segredo, ou seja, ele já estava adquirindo algo que era a habilidade específica de Jacob, seu irmão e a mãe postiça (Ben e James também): calcular as coisas, já que Jack não tinha de forma alguma tal habilidade. E é nesse ponto onde entra a Administração, pois vemos que quando uma pessoa tem a famosa “presença de espírito” consegue se sair em qualquer situação tendo rápidas saídas estratégicas. Mesmo sem planejar nada, uma pessoa é capaz de conseguir planejar estratégias praticamente na hora. O que é interessante também aqui é que vemos que tanto Jack, como Jacob, o irmão deste e sua mãe postiça passaram pelo mesmo problema, mesmo tendo presença de espírito, que foi o fato de ser pego de surpresa com as situações e sem saber o que fazer no momento, podendo se sentir por um momento sem saída, demonstra que mesmo sendo “especial”, esse quarteto também demonstrava não ser perfeito em suas jogadas.

FILOSOFIA 75 e LEGENDA VS. DUBLAGEM 302 E SE VOCÊ SOUBESSE O DIA DA MORTE A PEDISSE MAIS TEMPO? Desmond é o único que tem conhecimento sobre o mundo paralelo e é exatamente por ter esse conhecimento que ele oferece esse novo mundo a seu amigo Jack, um mundo em que o avião não precisa cair, que pessoas não precisam sofrer e/ou morrer.  Mas o Doutor diz que o que aconteceu, aconteceu (“passou”, segundo erroneamente o áudio, já que esta frase com o verbo “acontecer” é o bordão da série. Ainda cometerem esse erro no último episódio, depois de seis temporadas, é inadmissível!) e complementa dizendo que “tudo isso aqui importa”, ou seja, o que importa é a realidade, não alguém que ele consideraria fantasia pelo fato de poder mudar a História e tornar tudo as maravilhas. E você? Se pudesse mudar a História para consertar erros ou evitar sofrimento, faria ou deixaria que as coisas tivessem acontecido como aconteceram? O que seria melhor? Aprender com os erros e sofrimentos para evoluir ou mudar os fatos no tempo para evitar tais coisas? Lembro-me até do caso de Eliseu, na Bíblia, que soube que iria morrer tal dia e pediu a Deus para não morrer. Deus então acrescentou 15 anos para ele. Eliseu, que era uma excelente pessoa, tornou-se alguém cheio de erros. Foi pedir mais tempo quando soube de seu dia de morte e acabou se tornando uma péssima pessoa, quando era exemplar, antes disso. Ou seja, será mesmo que vale a pena mudar as coisas? Deixar como está não traria aprendizado na vida?

PSICOLOGIA 294 – TALVEZ VOCÊ TENHA OUVIDO TANTO QUE NÃO ERA CAPAZ, QUE ACREDITOU – Hugo diz a Sayid no mundo paralelo que o amigo é uma boa pessoa, concluindo que talvez o árabe tenha ouvido tanto que era uma má pessoa, que começou a acreditar nisso. Já comentei isso em outro momento e vou repetir o assunto, já que o Blog está para se encerrar. Às vezes uma pessoa escuta tanto das outras uma determinada opinião sobre si, que acaba acreditando. Por incrível que pareça, isso se escuta mais dos mais próximos… e mais frustrante ainda é que acontece comumente dentro de casa. Você pretende fazer sucesso em algo e seus irmãos e até mesmo os pais colocam empecilhos e dizem que você não tem capacidade. E quando isso ocorre ainda enquanto você é criança, aí sim que tais palavras pesarão na vida futura da criança, pois isso o acompanhará para qualquer lugar, o que fatalmente deixará o indivíduo dependente e fraco. Sempre haverá uma barreira na frente da pessoa quando chegar um momento decisivo para seu futuro, pois a mente o travará e ele não conseguirá seguir adiante, atrapalhando seu futuro profissional. A cena em questão se encerra com Hugo dizendo a Sayid que não pode deixar os outros dizerem o que ele é, o que poderíamos levar esse conselho em nossas vidas. Nunca se deixar levar pelas críticas negativas. Não importa a opinião dos outros, vá à busca de seu futuro… tente. Se falhar, sem problemas, mas pelo menos adquirirá experiência e isso é fundamental para o futuro profissional estar mais perto.

CURIOSIDADE 1453 – MAIS UMA CENA TOCANTE NESTE FIM DE SÉRIE: poucas pessoas devem ter notado ou achado nada de mais na cena, mas eu achei o máximo. Vemos Miles, aquele que odiava Ben Linus e que tinha ido à Ilha para capturá-lo, aliado a ele. Antes de tentarem fugir no Ajira 316 com Richard e Frank, Miles liga para Ben para chamá-lo para saírem da Ilha antes que ela afunde. Ele se preocupou com Benjamin a ponto de ligar, mas para sorte dos dois, não persistiu muito na ligação, senão, o Homem de Preto teria percebido ao escutar a estática do walkie-talkie. Quem diria.

SOCIOLOGIA 265 – Enquanto estão descendo Desmond na fonte, Jack diz ao Homem de Preto que Locke estava certo sobre quase tudo a respeito da Ilha. Só queria ter dito a ele enquanto ele estava vivo. Esse é um assunto chato que causa até um pouco de remorso, pois infelizmente é mais comum do que pensamos, quando uma pessoa nunca diz que ama seu parente, seja irmão ou até mesmo os pais. Daí, só depois que morre é que essa frase de “eu te amo” é que consegue sair… só que tarde demais.

NÚMEROS 206 – A mesa de Claire e David onde já se encontram Kate e Desmond á a 23. No pé do Ajira podemos ver a enumeração 840. A barra de chocolate Apollo que James tenta pegar está no número 23.

CURIOSIDADE 1454 – MAIS UMA CENA TOCANTE NESTE FIM DE SÉRIE: Ver Ben empurrando Hugo para não ser atingido por uma árvore foi uma das cenas mais tocantes. Quem diria, quem tanto atazanou o pessoal, agora se importava com eles. Mas logo a seguir, a cena ganhou mais ainda um tom emotivo ao vermos todos querendo salvar Benjamin e este observando a preocupação de todos em salvá-lo. Vou colocar esta cena nas que mais gostei em toda a série. Diga-se de passagem, tem muita cena neste último episódio que merece destaque.

CURIOSIDADE 1455 – John Locke do mundo paralelo está substituindo o lugar de Sarah no mundo real.

CURIOSIDADE 1456 – Pode parecer insignificante, mas a cena a seguir me chamou a atenção. Quando Benjamin tenta entrar em contato pelo walkie-talkie com Frank no Ajira, este reclama dizendo para não encher o saco, então, Linus responde que “parece que eles estão progredindo”. Isso mostra que a pessoa deduz que, se está reclamando para não atrapalhar, implica dizer que o que estão fazendo está em andamento, em um possível término do processo. Outra coisa interessante nesta cena é o diálogo, que é um ponto extremamente forte na série. Isso aconteceu em muitos episódios, pelo qual não temos aqueles diálogos desnecessários em que alguém fala algo e o outro responde, aumentando o roteiro das falas dos personagens e correndo riscos de a cena ficar alguns minutos um pouco chato. No momento em que Ben liga para Frank, qualquer série poderia ter colocado o seguinte: “Estamos tentando consertar o avião, Ben. Ligue depois que estamos ocupados”, entretanto, a série se aproxima mais da realidade, pois imagine você aperreado em querer resolver algo urgente e alguém te liga na hora. Esse é o ponto positivo de Lost e que não somente me faz gostar da série como inclusive me ensina a como escrever livros, pois em vez de perder tempo em alguns momentos nos diálogos, eu pulo isso para ir direto à reclamação. Mas esse tipo de diálogo desnecessário não é o que acontece em Lost, pois vai direto ao ponto.

ISENTO DE ERROS 123 PEDRAS ISOPOR??? – Eu poderia isentar de erros aquele momento em que as pedras começam a rolar antes, durante e depois que a árvore cai em cima de Ben enquanto a Ilha passa a tremer violentamente, entretanto, vamos combinar uma coisa… que “pedras” mal feitas são essas que vêm caindo terreno abaixo! Não estou perguntando, estou mesmo exclamando. Pedras daquele tamanho não rolam parecendo papel, com tanta facilidade, como tais pedras demonstraram. Assim que vi a cena percebi logo a leveza desses pedregulhos. Aquilo me levou diretamente àquelas pedras que pareciam rolar como isopor em alguns episódios do Chapolin.